terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Grammy Awards 2011

Na passada noite de 13 de Fevereiro foi dado o alerta máximo para a zona de Los Angeles, esperavam-se rajadas de glamour altíssimas, naquela que foi a noite mais importante da indústria. Com uma verdadeira chuva de estrelas, Lady Gaga fez-se aparecer num ovo, Rihanna compareceu e Eminem também , não sabendo o que a noite o esperava.
Para um início vivo e ternurento, Aretha Franklin foi homenageada por grandes vozes actuais, destaco Aguilera pelo seu óptimo desempenho. Rapidamente Lady Gaga ocupa o palco, apresentando ao vivo o seu tão recente e polémico tema, "Born this away". Com uma indumentária singela e pouca energia deu uma boa performance. Gaga neste clima de controvérsia recebe adequadamente três prémios pelo seu visivel apreço à musica.
Seguem-se Muse que arrecadam o Grammy de Melhor Álbum Rock. A sua actuação foi simples, retirada da tour e não possui a meu ver grande essência nem efeitos. Bruno Mars, Janelle fazem algo competente com uma musicalidade agradável, no entanto não surpreendem. E chega o momento de Justin Bieber desgraçar a "grande noite" na companhia de Usher, apresentando algo sem qualidade alguma. Em modo de arejar as almas daqueles que assistiam á cerimónia chega-lhes um tributo a algém de peso, Dolly Parton.
Alguns prémios são entregues, e o Galardoão é entregue aos Arcade Fire, têm o Melhor Álbum do Ano! Num conceito vintage Bob Dylan actua juntamente com Mumford & Sons, uma performance estruturada e muito eloquente na sua mensagem, gostei muito de todo o efeito visual.
Rihanna recebe um prémio, embora os grandes vencedores tenham sido os Lady Antebellum com cinco, a sua actuação foi simples mas realmente eficaz. Katy Perry apresenta-se com grande efeito cénico embora que a nível sonoro tenha estado muito fraca. Esteve bem mas não foi excelente, gostei de ouvir Teenage Dream com um conceito muito apaziguado, faltando energia e captação do público. Cee Lo Green na companhia de Paltrow deu um verdadeiro espectáculo, com uma capacidade de entretenimento fora do comum, mostrando o seu talento e acima de tudo a sua inteligência. Rihanna com Eminem fazem o esperado sem sobressaltos e fazem-no bem. Pela primeira vez no palco dos Grammys Mick Jagger brilha com a euforia que já é própria de si e que se estende à plateia.
Para finalizar em apoteose total, Barbra Streisand um dos maiores fenomenos musicais de sempre, actua e todos a escutam com um enorme respeito. Talvez a cerimónia pudesse ser mais rica, faltaram alguns menbros influentes da enorme indústria musical. Termina deste modo uma tempestade de talentos em que a precipitação de prémios foi cumprida.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Turista


Primeira estreia do ano nas salas portuguesas, e que estreia! Num filme de Florian Henckel von Donnersmarck, duas grandes estrelas da sétima arte, Angelina Jolie e Johnny Depp, protagonizam uma história singular no grande ecrã. Frank Tupelo (Johnny Depp) é um turista que viaja por toda a Europa, em modo de esquecer o passado que o destroça. No comboio que o leva de Paris a Veneza conhece Elise Clifton-Ward (Angelina Jolie), uma elegante mulher que intencionalmente se cruza no seu caminho. Com a lindíssima cidade de Veneza como cenário, o romance entre os dois é inevitável, em simultâneo encontram-se envolvidos num trama policial que promete aquecer a história. Num ambiente misterioso e deslumbrante o filme promete bons momentos, contando ainda com algumas das tão conhecidas piadas de Johnny Depp, e a sensualidade irreverente de Jolie. Um filme bom para começar um ano que esperemos que seja também ele bom!

sábado, 11 de dezembro de 2010

TOUR: The Monster Ball Tour by Lady Gaga

Passou por Lisboa algo de um outro mundo, num espectáculo melancólico, com imagens pitorescas e ainda nuances de Madonna, Lady Gaga trouxe uma enorme produção musical e acima de tudo visual. É visível a sua completa indumentária pop e da qual não prescinde, se bem que adoro as suas baladas. Num ambiente de pura exaustão, a euforia foi o que mais se sentiu em todo aquele Pavilhão Atlântico. Ainda que com um enredo simples consegue criar algo seu. Um palco bem estruturado com uma catwalk e diversos elevadores, embora o ecrã gigante não tenha sido usado da melhor forma.

O intro simples mas assertivo, começa com "Dance in the dark", em que com um fato não muito original se apresenta em Terras Lusas com uma vontade e espírito notáveis. O conceito de lutar pela liberdade e de todos sermos especiais esteve bem patente durante todo o concerto. Seguindo-se "Glitter & Grease" em que no palco está um carro, que rapidamente é usado como piano no tão famoso "Just Dance", em que Gaga mostra alguns dos seus dotes vocais. Prossegue com "Beautiful, Dirty, Rich" em que os seus bailarinos têm oportunidade de brilhar com alguns passos de dança.


Com as vestes menos comuns, apresenta-se de novo a cantar "Fame", muitos não conhecem mas aproveitam para dançar. O interlude que se segue é trágico ainda que capte a atenção de todos. Será agora a vez de uma carruagem entrar em palco, em que Lay Gaga com um fato duvidador apresenta "Love Game", foi sem dúvida alguma um excelente momento, com figurinos a rigor. Passado "Money Honey", é servido em tom de compaixão "Telephone", música partilhada com Beyoncé, em que o público recebe estrondosamente o tema.

Começava agora a melhor parte do espectáculo para mim, iniciando uma outra divisão da história contada nesta Monster Ball. Surgindo do solo em cima de um piano e ainda enrolada numa bandeira portuguesa inicia "Speechless", para mim foi tão espectacular que é indiscritivel, uma musicalidade excelente, é de referir que o som estava bastante bom. O seu carinho pelos fãs é inquestionável, "You and I" a balada do novo álbum Born this way, é simplesmente única e com garra e ferocidade tocada no piano e cantada por Gaga, torna-a num momento sublime.

Descem dois ecrãs redondos sobre a catwalk e rapidamente sobem, aparecendo bem no alto a rainha da noite de ontem, ao som de "So happy i could die". "Monster", mais um momento dançável. "Teeth" é um momento de garra e que com pouco sentido, os aplausos são eminentes, Lady Gaga mostra que não veio para brincar, e com a sua voz potente anima os ânimos. "Alejandro", é a cereja no topo do bolo, em que não houve ninguém naquele Pavilhão que não esforçasse os seus pulmões por gritar, já dificultados de respirar o ar tão abafado que existia. Até fogo existiu no cimo de uma estátua. "Poker Face" era mais que esperado. "Paparazzi" muito bem enquadrado, o monstro que aparece é mágico e Gaga aparece num elevador onde as suas partes mais intimas deitam fogo, surpreendente!



Como final mais que espectacular, "Bad Romance" faz as delicias de todos, uma voz única ecoava no recinto, a de todos os fãs e da Mother Monster, num fato escultural canta e dança com uma energia excelente contagiando qualquer um. O final de mais um concerto de Gaga, em que com autenticidade e humildade nos apresenta algo muito coeso, com um set list organizado e encaixado com a história que se pretendia contar.

As comparações a Madonna são inevitáveis, em muito se parecia com a Rainha da Pop, mas com dois anos de carreira o que se viu ontem é de congratular! Espero voltar a ver esta senhora tão promissora, ainda mais matura e sem tanto de Madonna em tour.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Comer, Orar e Amar

Não poderia haver melhor regresso aos grandes ecrãs de Julia Roberts do que este. De forma singela e gradual conquista inevitavelmente o observador. Para além de um filme, é uma lição de valorização pessoal, busca pelo que nos realmente satisfaz... Esta é uma história verídica, em que Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna poderia um dia desejar – um marido, uma casa, uma carreira bem sucedida. Ainda assim sente-se perdida, confusa e em busca do que realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Liz procura auto-conhecimento pelo mundo fora. Nas suas viagens descobre o verdadeiro prazer da gastronomia em Itália; o poder da oração e ainda o rigor ascético na Índia, e por fim inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Irreverente, espirituosa e extremamente coloquial conta-nos detalhadamente esta aventura de fuga ao sonho americano! Por vezes ficamos encostados à nossa vida e vemos tudo passar, sem acordarmos pensamos no que realmente queremos para uma vida sem ser ignóbil mas sim o mais jucosa possível! Um dos melhores filmes que vi, ao nível do reflexivo onde Julia Roberts desprovida de manias e de forma pura faz um papel acima de espantoso!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MTV Unplugged: Alicia Keys


Este Unplugged foi realizado no ano de 2005, num momento em que a carreira de Alicia ia de vento em popa. Um concerto de influências jazz e soul. Num espaço decorado a rigor, em que o clássico estava eminente, e as pequenas subtilezas como o tapete fizeram dele um local indicado para tamanha musicalidade. Iniciando acapella, de forma simples e muito harmoniosa, passa rapidamente ao seu amigo de longa data, ao seu piano, cantando Karma onde mostra habilidades múltiplas, estando aqui o jazz patente de forma a animar todos os presentes. Os momentos agradáveis ao nosso complexo sistema auditivo são tantos, que seriam impossíveis de enumerar ou gradar. Continua com uma das minhas partes preferidas do concerto, Woman's Worth desde da voz, ao piano e passando pelas luzes não existe um ponto a apontar de errado, a harmonia da música é de uma tal ordem que todos a ouvem atenciosamente. Unbreakable momento de as palmas se fazerem ouvir fortemente. If I was your woman, traz calmaria por aqueles mares agitados devido à força vocal de Alicia. If i ain't got you chega de forma jocosa, sendo um momento emblemático onde se lembra da importância das mais singelas das coisas. Privilegiados aqueles que lá estiveram acompanharam incessantemente Keys. Outra boa parte é Diary, que em dueto com Jermaine Paul faz as delicias de todos, música que aborda o tema dos segredos de uma amizade, eles quase que interpretam o tema um para o outro. Os arranjos sempre bem estruturados e o set list bem feito. Fallin para o fim e não podia quase que terminar de melhor forma, a paixão de Alicia Keys é passada para a audiência e canta com força e garra de uma grande mulher que é! Acaba um concerto, que foi provavelmente dos melhores MTV Unplugged's de sempre. Grande artista que Alicia Keys se tornou, com um conjunto muito valorizado por mim, vi-a este ano e repetia tamanha experiência.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MTV VMAS 2010


Uma das ditas noites mais glamorosas do ramo musical, aconteceu ontem em Los Angeles. Para mim não passou de uma mera publicidade a artistas que têm os álbuns à venda. A música, como diz o ditado popular, "anda pelas horas da morte". Sinceramente esta foi uma noite desastrosa, que de música pouco ou nada haviam rastos. Lady Gaga foi a sumptuosidade de toda a gala, ganhando 8 Moonman's, batendo um recorde.É na minha perspectiva, inaceitável entregarem prémios consoante votos de adolescentes que entendem de drama, fama e gritos e não de música e espectáculo em si. A noite deu inicio com Eminem, que aprecio apenas a paixão e alma que demonstra ao cantar, acompanhado por Rihanna, mais uma das artistas que a qualidade foi levada pelo vento, não surpreendeu. Justin Bieber, não consigo entender toda a sua personagem, acho que não tem fundamentação absolutamente nenhuma, e não fez o mais importante: acrescentar algo ao panorama musical. Usher como usual com técnica tanto vocal como a nível de dança, deu um cheirinho de qualidade naquele Nokia Theater. Gostei da junção pouco pensada de Paramore, Bruno Mars e B.o.B. Florence deu uma amostra do que é, se bem que acho a sua voz um pouco irritante. Mas se tivesse de eleger uma actuação da noite seria a de Welch! Mary J. Blige sempre séria e elegante deu uma outra vertente à cerimónia com Drake, aqui a palavra música apareceu na minha mente. Ainda que a actuação seja da honra de Drake o brilho foi de Blige. Linkin Park mostram outro lado,o qual gostei muito mais alternativo com nuances rock e no final Kanye faz como que uma actuação a redimir-se. Em relação aos prémios, foram bem entregues e gostei que os Kings and Queens tivessem ganho, tal como a Florence, devido ao facto de toda a componente visual e vocal estarem estruturadas e coesas. Espero que Florence + The Machine tenha um futuro risonho. Lady Gaga mereceu, devido ao árduo trabalho, mas acho que precisa de mostrar mais. Espero que no próximo ano surja algo de inovador e que nos deixe empolgados, algo que neste ano foi impensável. Foi uma gala calma e previsível!

domingo, 29 de agosto de 2010

Salt


Este é o grande último trabalho da maravilhosa Angelina Jolie, sempre elegante e com um olhar extremamente sedutor e profundo. Jolie interpreta uma agente da CIA, Evelyn Salt, que antes de entrar na companhia jura servir e honrar o seu país, EUA. Mas para provar a sua lealdade, Salt terá que fugir de um desertor russo que a acusa de ser uma espia de outro país. Para isso Salt utiliza sua experiência e habilidade de espionagem para infiltrar e fugir dos seus inimigos e ainda de colegas da agência, para proteger o seu querido marido, que acaba morto pelos russos. Muiitas são as intrigas e surpresas que farão do filme até um ambiente de pura reflexão! Este é um filme que desafia a mente humana, um filme repleto de acção e merecedor de prémios do mundo cinematográfico. Se tiverem oportunidade...