sexta-feira, 16 de julho de 2010

Noite e Dia


Nesta comédia de acção realizada por James Mangold, Tom Cruise é um agente secreto enviado numa missão supostamente também ela secreta, que nunca foi suposta terminar e Cameron Diaz é uma mulher apanhada desprevenida entre o agente e aqueles que ele afirma terem-lhe armado uma enorme cilada. Tudo gira à volta de uma suposta pilha com capacidades estonteantes de fornecimento de energia a uma cidade inteira. À medida que a sua aventura mundial irrompe num labirinto de encruzilhadas, por ilhas diversas e ainda outras tantas cidades europeias, falsas identidades e fugas impossíveis, acabam por chegar à conclusão de que só podem contar um com o outro. Este é na minha opinião um excelente filme, envolto de uma aura de comédia e de acção, e que sinceramente me fez pensar na sua mensagem, no acreditar e ter força. Boa estreia nos nossos solos!
P.S.:Parece que o a tradução está incorrecta, mas o knigt provém do verdadeiro nome de Roy Miller e que devido à sua óbvia bipolaridade de ser amistoso ou um rambo, lhe atribuiram Noite e Dia, é como que uma metáfora.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Scissor Sisters: Fire with fire

Saiu bem à pouco o single que vem promover o tão esperado novo trabalho desta famosa e espectacular banda Scissor Sisters, o álbum Night Work. Este é um tema com uma mensagem bastante forte e única. Eu acho que este vídeo foi conseguido e a melodia é fantástica, assim como toda a componente visual do mesmo. Trabalhos como este são dos que mais são precisos!


domingo, 20 de junho de 2010

Sexo e a Cidade 2


Antes de mais, aconselho vivamente a verem esta obra singular de cinematografia. Com um conjunto de figurinos arrojado, onde se gastaram uns avultados milhões de euros, com cenários deslumbrantes e um óptimo guião de Michael Patrick, estes são de certeza 140 minutos bem aproveitados numa singela sala de cinema. Com um guarda-roupa mudado, onde o vintage é uma constante, faz deste filme um ambiente eminente de sumptuosidade. Dois anos depois dos acontecimentos de Sexo e a Cidade, que culminaram com o casamento de Carrie (Sarah Jessica Parker) com Big (Chris Noth), as quatro amigas encontram-se novamente numa verdadeira encruzilhada: Carrie acha que o seu casamento estagnou, Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) estão a dar em doidas com os filhos e Samantha (Kim Catrall) ingere tudo o que pode para recuperar a juventude, afirmando que as hormonas a renovam por completo. A solução passa por uma viagem de luxo, só das quatro amigas, a Abu Dhabi, local onde o mais impossível parece concretizar-se. Entre artimanhas das quatro cúmplices, cenas de sexo da Samantha, crises neuróticas tanto da Carrie como da Charlotte, Miranda fazia um programa da viagem detalhado. Muito acontece e o riso está despertado durante toda esta longa - metragem. Quem regressa ao universo de Sexo e a Cidade é John Corbett, que tera sido o grande amor de Carrie nas temporadas de 2001 e 2002 da série televisiva, e reencontra-o em Abu Dhabi, o que promete colocar em risco o seu casamento com Big. Um filme digno de se ver, com uma excelente qualidade e onde os pormenores reinaram, atribuindo-se desta forma ao filme uma designação de faustoso e brilhante.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ex-mulher procura-se


Com argumento de Sarah Throp, este é mais um dos filmes que podemos considerar na lista dos previsíveis, ainda que cómico. Milo Boyd, interpretado pelo gracioso Gerard Butler tem como profissão ser bounty hunter, ou seja, deve capturar fugitivos à lei em troca de uma recompensa monetária avoltada. Um dia, a sua missão é encontrar e prender a repórter Nicole Hurley (Jennifer Aniston), que em tempos tera sido sua ex-mulher... Quando ele pensava que não haveria tarefa mais fácil e interessante, Nicole diz-lhe que está a seguir um importante caso de homicídio, e então Milo percebe que as coisas não vão ser bem como ele tinha planeado e a sua tarefa ter-se-ia dificultado. A relação de ambos continua na mesma, até ao momento em que têm de se unir se quiserem viver... A melhor mensagem que reti foi a das voltas que a vida dá, e que por vezes encontramos aquele ou aquela de que na verdade nunca esquecemos e sempre nso ocupou o coração e mente. Com um elenco deste, pensava que o filme fosse ainda melhor e que fugisse daquilo que designamos por rotina, se tiver opurtunidade...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Rock in Rio - 3º DIA


Este terceiro dia da cidade do rock para ser perfeito só faltaria banda canadiana Sum 41 estar presente.
Para abrir as hostilidades (verdadeiramente) tivemos a mais conceituada banda de rock portuguesa, Xutos e Pontapés. Sempre com uma energia contagiante e muito própria arrebataram o Rock in Rio. Adorei ouvir os seus hits, que todos tinham na ponta da língua não devido à ocasião, mas já é quase que uma questão de cultura musical. Adorei a À minha maneira, momento singular da música portuguesa. Foi um concerto digamos assim, digno de Rock in Rio, sem momentos mortos.
Chegam os Snow Patrol, que invadem o parque da Bela Vista com uma aura de alegria e boa música. Para eu ser sincero, foi o meu concerto preferido nesta edição do RIR. Uma óptima entrada, seguida de um notório contacto com a audiência, prova é quando desce do palco criando assim o êxtase total. Shut your eyes, momento em que recebem uma tremenda ovação, e diga-se de passagem que foi merecida. Esta banda do Reino Unido é excepcional, capaz de realizar música fenomenal. Gostei das luzes que reinaram o Palco da Bela Vista, enquadravam-se bem. A voz do vocalista é óptima e o contacto foi implacável, até a Lisboa foi dedicada uma música. Outro momento sublime foi Run. Foi um estrondo de actuação e como alguém disse "Se estivesse lá tinha-me arrepiado", e é mesmo verdade! É ainda de referir a óptima intervenção de Rita Red Shoes.
Por último chegam á cidade do Rock os grandiosos Muse, sempre extravagantes e prontos a mais um concerto. Na minha opinião estiveram ligeiramente afastados do público a comparar com outras ocasiões que pisaram terras portuguesas. Contudo a versão deste concerto foi bem estruturada e deliciaram todos com os seus singles, tais como Uprising, The time is running out, Resistance. Sempre com energia e uma boa conbinação de luzes deixam o público ao rubro. Terminam com uma música que aprecio muito, a Knights of Cydonia. Estes momentos foram verdadeiros prodígios.
Termina assim mais um dia do Festival Português mais conceituado, mas amanha há mais (mas para as crianças)!

domingo, 23 de maio de 2010

Rock in Rio - 2º Dia


Aconteceu ontem o segundo dia do festival do Parque da Bela Vista com grandes nomes da música internacional.

Para começar temos João Pedro Pais, que com um bom contacto dá o seu melhor e mostra a sua voz.
O segundo artista a subir ao Palco Mundo é Leona Lewis. Sempre simples, bonita e sensual deu um concerto com muita energia, e sinceramente ultrapassou as minhas expectativas. Sempre com uma voz harmoniosa e capaz de ir aos mais agudos arrepiou todos. Com uma banda á altura de sua tamanha presença, não deixou ninguém descansar. Cantou os seus êxitos, tal como Happy do seu mais recente álbum e Bleeding Love que extasiou todos os presentes. Concluo que foi uma boa estreia em terras lusitanas.
Elton John sobe ao palco para deliciar todos e todas, com os seus grandes hinos, como Rocket Man, Crocodile Rock. Foi um concerto de música de qualidade e é isso que precisamos, adorei os figurinos, e com energia e presença deixou certamente todos ao rubro. Até momentos cómicos se encontraram neste concerto, como quando se pôs em cima do seu lindíssimo piano. A interacção notória e as melodias de topo.
Para relembrar os bons velhos tempos, chegaram os Trovante. Sempre com uma energia positiva e a nível de banda sempre activos. Vieram dar ao público aquilo que não era dado a algum tempo. Luís Represas e banda estavam deliciados com o público que se encontrava perante deles.

sábado, 22 de maio de 2010

Rock in Rio - 1º DIA

Ontem deu-se o inicio de mais uma edição do Rock in Rio Lisboa, que tem este ano um cartaz menos atractivo comparando com outras edições.

Começando por Mariza, esta grandiosa cantora portuguesa, que neste dia 21 de Maio teve uma boa interacção com o público, onde a sua roupa ainda que fugindo ao seu conceito e essência, esteve adequada. O ecrã do enorme Palco Mundo não foi usado da melhor forma, compensando a forte e bonita voz de Mariza. O público conseguiu acompanhar de uma forma até extasiástica as canções desta fadista. Adorei o "Fado Primavera", dito pela prórpria como o seu preferido. Outro momento agradável foi "Feira de Castro". Por vezes teve um ou dois momentos mais mortos, mas com uma banda excepcional tudo foi ultrapassado. A parte final foi sem dúvida a melhor, onde guardou os seus maiores êxitos para agradar todos os presentes no Parque da Bela Vista, e ainda realizou um cover de um clássico dos Nivana
Seguindo como já habitual Ivete Sangalo,"levantou poeira" sem dúvida alguma. Os bailarinos que trouxe eram batante activos, e deram um contributo positivo. Expressões como "Sai desse chão" e "pula" foram imperativos no espectáculo desta senhora que foi mãe há pouco tempo. Fez o esforço de correr de uma ponta à outra do palco e puxou com uma enorme e pura energia pela audiência da Cidade do Rock. O concerto foi bom, mas houve um pequeno défice de energia em comparação com anos anteriores, ainda assim "Vai rolar a festa" foi esplêndido. Com uma sensualidade natural, e uma voz harmoniosa deu um excelente show. Ainda antes de acabar com outros hits, teve uma parte mais romântica, onde promoveu um cd de duetos que irá lançar brevemente em Portugal. Os seus traços humildes e genuínos permitiram um contacto verdadeiro e animado com a audiência do RIR.
Um momento muito esperado da noite foi o do espectáculo de John Mayer, e que com subtis luzes vermelhas e harmoniosos sons se deu a sua entrada, uma entrada de um verdadeiro músico. Este compositor e excelente guitarrista com influências blues/ pop afirmou-se perante o povo português, ainda que na minha opinião ele tenha tido falhas pois podia ter tido uma maior interacção com o público. Com uma panóplia variadíssima de guitarras á sua disposição mostrou-se um verdadeiro profissional. A sua voz estava no ponto e os seus singles reveladores deixaram todos ao rubro, concluísse nesta noite o quão bom song writer ele é. Deu um uso mais digno ao ecrã, e com alguma timidez rendeu-se ao povo lusitano por completo. Adorei mesmo "Gravity", fantástico single. Gostei do seu estilo muito próprio e do seu espectáculo humilde deste primeiro dia de festival. Óptimos momentos sem dúvida.
Para terminar Shakira, a sensual e latina cantora que iniciou o espectáculo em Espanhol. Sempre simples, bonita e com energia, instalou um ambiente intimista. Com uma veste muito própria, que da qual não apreciei muito falou em português, instalando assim uma aura de alegria entre aqueles milhares de pessoas. Tocou até guitarra, enquanto interpretava "Inevitable". Sem dúvida Shakira também se divertiu, prova era o o sorriso constante nos seus olhos. "Whenever Wherever" veio recordar velhos tempos e que para mim de maior qualidade em comparação com o presente. Já aqui a palavra de ordem foi "salta". Baladas foram também cantadas tanto em inglês como na sua língua original. Cantou músicas do novo álbum, e no final o set list estava conciso e bem estruturado. Para finalizar um estrondo de concerto tivemos somente "Hips don't lie", grandioso hit de Shakira e neste final ficamos apenas a pensar na próxima vinda desta colombiana a Portugal.

Os concertos foram agrádáveis ainda ssim o Rock in Rio deste ano encontra-se fraco em relação a anos anteriores.