sábado, 22 de maio de 2010

Rock in Rio - 1º DIA

Ontem deu-se o inicio de mais uma edição do Rock in Rio Lisboa, que tem este ano um cartaz menos atractivo comparando com outras edições.

Começando por Mariza, esta grandiosa cantora portuguesa, que neste dia 21 de Maio teve uma boa interacção com o público, onde a sua roupa ainda que fugindo ao seu conceito e essência, esteve adequada. O ecrã do enorme Palco Mundo não foi usado da melhor forma, compensando a forte e bonita voz de Mariza. O público conseguiu acompanhar de uma forma até extasiástica as canções desta fadista. Adorei o "Fado Primavera", dito pela prórpria como o seu preferido. Outro momento agradável foi "Feira de Castro". Por vezes teve um ou dois momentos mais mortos, mas com uma banda excepcional tudo foi ultrapassado. A parte final foi sem dúvida a melhor, onde guardou os seus maiores êxitos para agradar todos os presentes no Parque da Bela Vista, e ainda realizou um cover de um clássico dos Nivana
Seguindo como já habitual Ivete Sangalo,"levantou poeira" sem dúvida alguma. Os bailarinos que trouxe eram batante activos, e deram um contributo positivo. Expressões como "Sai desse chão" e "pula" foram imperativos no espectáculo desta senhora que foi mãe há pouco tempo. Fez o esforço de correr de uma ponta à outra do palco e puxou com uma enorme e pura energia pela audiência da Cidade do Rock. O concerto foi bom, mas houve um pequeno défice de energia em comparação com anos anteriores, ainda assim "Vai rolar a festa" foi esplêndido. Com uma sensualidade natural, e uma voz harmoniosa deu um excelente show. Ainda antes de acabar com outros hits, teve uma parte mais romântica, onde promoveu um cd de duetos que irá lançar brevemente em Portugal. Os seus traços humildes e genuínos permitiram um contacto verdadeiro e animado com a audiência do RIR.
Um momento muito esperado da noite foi o do espectáculo de John Mayer, e que com subtis luzes vermelhas e harmoniosos sons se deu a sua entrada, uma entrada de um verdadeiro músico. Este compositor e excelente guitarrista com influências blues/ pop afirmou-se perante o povo português, ainda que na minha opinião ele tenha tido falhas pois podia ter tido uma maior interacção com o público. Com uma panóplia variadíssima de guitarras á sua disposição mostrou-se um verdadeiro profissional. A sua voz estava no ponto e os seus singles reveladores deixaram todos ao rubro, concluísse nesta noite o quão bom song writer ele é. Deu um uso mais digno ao ecrã, e com alguma timidez rendeu-se ao povo lusitano por completo. Adorei mesmo "Gravity", fantástico single. Gostei do seu estilo muito próprio e do seu espectáculo humilde deste primeiro dia de festival. Óptimos momentos sem dúvida.
Para terminar Shakira, a sensual e latina cantora que iniciou o espectáculo em Espanhol. Sempre simples, bonita e com energia, instalou um ambiente intimista. Com uma veste muito própria, que da qual não apreciei muito falou em português, instalando assim uma aura de alegria entre aqueles milhares de pessoas. Tocou até guitarra, enquanto interpretava "Inevitable". Sem dúvida Shakira também se divertiu, prova era o o sorriso constante nos seus olhos. "Whenever Wherever" veio recordar velhos tempos e que para mim de maior qualidade em comparação com o presente. Já aqui a palavra de ordem foi "salta". Baladas foram também cantadas tanto em inglês como na sua língua original. Cantou músicas do novo álbum, e no final o set list estava conciso e bem estruturado. Para finalizar um estrondo de concerto tivemos somente "Hips don't lie", grandioso hit de Shakira e neste final ficamos apenas a pensar na próxima vinda desta colombiana a Portugal.

Os concertos foram agrádáveis ainda ssim o Rock in Rio deste ano encontra-se fraco em relação a anos anteriores.



quarta-feira, 12 de maio de 2010

BANDA: 30 Seconds to Mars

Apresentaram o seu novo trabalho chamado This Is War no final de 2009. Mas começaram bem cedo, em 1998 banda formada pelos irmãos Jared e Shannon Leto, em Los Angeles, que lançaram dois singles intitulados Capricorn e Edge Of The Earth, mas sendo realmente conhecidos pelo seu primeiro álbum lançado em 2002, com o nome homónimo da banda. Pouco tempo depois do furor do primeiro álbum, a banda cresceu. O nome 30 Seconds To Mars, tem inspiração no mundo contemporâneo e único, e é retirado duma tese que indicava que estávamos a 30 segundos de Marte, tese esta que descrevia a fuga deste terreno palco. Em 2005 sai o álbum A Beautiful Lie, e sinceramente o meu preferido, repleto de musicas emblemáticas tais como The Kill, A Beautifull Lie e Attack entre outras, este álbum tem uma óptima influência naturalista/ realista e mostra através do rock uma outra vertente. No dia 15 de Fevereiro do ano de 2008 tivemos a estreia da banda californiana em solo português e que segundo palavras dos próprios, «O concerto no Coliseu foi o melhor da digressão Europeia». Mas não demorou muito tempo até a banda carismática 30 Senconds To Mars voltar a Portugal desta vez no Pavilhão Atlântico, no dia 3 de Maio do mesmo ano. Mesmo depois da polémica que aconteceu nos E.U.A. devido à banda ter sido processada pela sua companhia discográfica em 30 milhões de dólares, por uma suposta quebra no contracto, a banda voltou em força com o lançamento do novo álbum intitulado This Is War lançado em finais de 2009 e que contém títulos como Kings And Queens, Closer To The Edge, Search And Destroy, entre muitos outros. Surpreende-me a capacidade desta banda em realizar videoclips tão fantásticos e sempre de enorme bom gosto e profissionalismo. Deste álbum a minha musica de eleição é Search and Destroy, porque mostra a verdadeira essência e atitude da banda. É notória e de referir também o single Kings and Queens, que possui um excelente videoclip. Este grupo possui um vocalista com uma voz extremamente harmoniosa, pelo que fazem sempre boa música seja em estúdio ou em tour. Espero que esta excelente banda continue a evoluir e que faça furor por esse mundo fora.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Beyonce: Why don't you love me

A Beyoncé lança hoje um novo videoclip para surpreender seus fãs. Tamanha produção, cheia de figurinos maravilhosos e originais, usa cerca de vinte roupas diferentes e cada uma mais surpreendente que a outra. Este videoclip veio ainda mais afirmar a sua qualidade. Beyoncé mostra a sua sensualidade, corpo, e ainda acima disso a sua poderosa e harmoniosa voz. Neste videoclip vemos cenas engraçadíssimas, como por exemplo quando ela limpa os grammy's que ganhou e mereceu evidentemente. Sem dúvida mais um trabalho conseguido por parte da diva Beyoncé.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

TOUR: The Freedom Tour by Alicia Keys








Noite sublime com fantástico enredo e sentimento em que Alicia Keys passa pela terceira vez em Lisboa, para meu enorme agrado. Keys estava lindíssima e com a voz pronta para espantar tudo e todos. A entrada que realizou demonstra a sua versatilidade, a conjugação dos ecrãs, luzes e jaula foi excelente. Acho que mesmo algo mais simples lhe assentaria bem. Adorei vê-la numa jaula dando inicio ao conciso set list com Caged Bird. Gostei do estilo sexista e futurista que impôs nesta Freedom Tour. A sonoridade estava de facto fantástica, provas para tal foram Fallin e Karma. Momentos altos da noite, de músicas mais antigas mas que com toda a certeza não se esquecerão. A sua força e energia passou aos que assistiam a tamanha produção de soul e r&b, dançava-se e cantava-se por todo o Pavilhão Atlântico. Toda a estrutura do palco foi bem conseguida, se bem que as escadas não se encaixavam a 100% na personagem da única e maravilhosa Alicia Keys. Superwomen outros instantes em que todos se levantaram e deram graças por existir alguém com enorme voz e poder em palco. O seu contacto com o público é notório e lindo, todas as palavras que mencionou serão guardadas carinhosamente. É também de referir que os figurinos estavam óptimos, no entanto o bailarino era secundário e até dispensável. Erro foi ter reduzido o número de bailarinos. No último bloco o rubro instalou-se definitivamente, começando com Try to sleep with a broken heart, música que demonstra a pureza de Keys e a sua simplicidade, avançando com Doesn't mean anything, música que não constava no set list e com a qual ainda se dançou bastante. If I ain't got you, single que só por si já merecia o preço de um bilhete foi fantástica de se contemplar, é épica devido ao significado e à melodia. Put in a love song, música repartida pela diva Beyoncé foi bem aceite pelos fãs, mas acho a música de Keys que menos dela tem. Neste bloco, estariam as mais desejadas, No One foi quando Alicia se libertou ainda mais e todos a acompanharam, adorei mesmo este momento. Para finalizar o seu concerto, houve Empire State of mind Part II, um final bombástico com uma luminosidade glamorosa e calorosa. Melhor final não poderia haver.









O que me agradou também nesta tour foi a mensagem transmitida a todos nós, de como por vezes as coisas mais simples são tão importantes, outro momento lindo foi quando Keys parou o concerto e falou de uma associação que ajuda pessoas portadoras de sida, pela qual ela dá a cara. Tocaram as palavras de esperança e força que foram transmitidas, que nos demonstram a tremenda importância da nossa liberdade e pelos vistos Alicia dá-lhe grande valor. Adorei ouvir não só a sua estupenda voz mas também de a ouvir a tocar em três diferentes pianos, numa harmonia também ela sublime. Esta é a prova viva de que Alicia Keys está a vingar na indústria musical e que cresceu e continuará a crescer. Esta vencedora irá dar sempre muito que falar.







quarta-feira, 14 de abril de 2010

Um cidadão exemplar


Filme com argumento de Kurt Wimmer, prestigiado escritor norte americano. Clyde Shelton (Gerard Butler) é um cidadão e um homem de família exemplar. Um dia a sua casa é invadida e vê a sua mulher e a sua filha serem brutalmente assassinadas. Quando os assassinos são detidos, Nick Rice (Jamie Foxx), um jovem procurador de Filadélfia bem sucedido, é chamado para participar. Mesmo por cima dos seus protestos, Nick é forçado pelo chefe a oferecer a um dos suspeitos uma sentença leve em troca de um testemunho contra o seu cúmplice.10 anos depois, o homem que conseguiu sair impune da acusação de homicídio é encontrado morto e Clyde Shelton admite friamente que é o culpado. Em seguida faz um aviso a Nick: ou compõe o sistema de justiça que falhou com a sua família, ou as pessoas chaves do processo morrerão. Segue-se uma série de peripécias, assassínios e uma autêntica corrida contra o tempo para enfrentar os adversários que não deverás perder numa sala de cinema perto de ti. É um filme real que aluda às injustiças do nosso mundo frio e cru onde mesmo os homicídios permanecem, sendo quase como que permitidos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

TOUR: The Monster Ball


Lady Gaga, a fantasia e originalidade em pessoa. Figurinos, roupas, canções como nunca antes visto. Como é que é possível uma artista em dois anos de carreira fazer algo tão profissional? Não sei a resposta, sei apenas apreciar tal árduo trabalho, digno verdadeiramente de memória de todos os terrenos. Lady Gaga merece respeito pois tem uma tour concisa, completa e repleta de boas performances. Começo por avaliar talvez o palco, é um palco multi facetado, na medida em que toma vários rumos, parece uma estação de comboios com uma escadaria, de repente parece adquirir um feito 3D. As luzes estão bem concebidas e seus jogos bem estruturados. Não existem momentos mortos no espectáculo, sendo assim um ponto positivo. A entrada começa com um ecrã gigante em que Lady Gaga vai crescendo e parece que por vezes estica e encolhe, fantásticos efeitos. Levanta-se um enorme pano branco e por trás o efeito continua com óptimas luzes, ao som de Dance in the Dark. Assiste-se nesta tour a uma enorme e agradável evolução de Gaga, principalmente na dança, agora possuiu uma presença muito mais forte em palco. Mas penso que o aproveitamento do palco poderia ter uma mudança para a positiva. Canta Poker Face numa versão acústica bem planeada, num piano doido em que parecem electrodomésticos antigos juntos! Em So Happy I could die, descem dois ecrãs gigantes na catwalk, em que imagens aparecem sem dar descanso, o público reage de forma única. Quando os ecrãs redondos se levantam, Gaga aparece com um outro look. A catwalk sobe suspensa no ar, onde Lady Gaga continua a cantar. Em Love Game existe no palco uma carruagem de comboio, onde se assiste a performance de Gaga dançando e cantando mutuamente. Cria um ambiente mais intimo e giro! Just dance, o hit de lançamento em direcção da prosperidade desta artista, possui uma óptima luminusidade, com os ecrãs a funcionarem incrivelmente bem. O público extasiado acompanha incansavelmente Lady Gaga. Ela sai de um cubo de vidro iluminado de verde e canta por cima dele, voltando a entrar no mesmo e sair para o palco, onde dança com figurinos vestidos de branco e verde, simplesmente maravilhoso! O single produzido com a espantosa e sensual Beyonce Knowles, Telephone, é apresentado na catwalk onde dança com assustadores bailarinos. Por vezes Lady gaga inspira-se em alguns ícones do pop, nomeadamente Madonna, mas fá-lo de forma discreta e percebe-se que se safa na indústria. Nesta tour pode-se observar que Gaga tem uma boa voz e nunca faz playback. O set list está bem realizado, na medida em que quase parece que se conta uma história. A minha maior critica é a uma música que canta, Alejandro a qual acho horrenda. Com esta descrição, pode-se concluir que Lady Gaga terá sucesso, pois possui um espectáculo rico de efeitos especiais que aos nossos olhos são sublimes e porque consegue ultrupassar barreiras, admito que por vezes excede-se, por exemplo na sua roupa em cerimónias importantes. Se Lady Gaga passar por cá, irei dar uma espreitadela a esta fantástica produção.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

The Fray


Se calhar não é o momento mais acertado para falar desta banda, mas eu simplesmente adoro o seu trabalho. Considero a voz do vocalista desta banda uma das vozes mais fortes e afinadas dos artistas masculinos existentes. Esta banda é unida e ainda anda em tour, neste momento pela Austrália e Canadá. Tenho a certeza que muitas mais salas serão esgotadas por estes dignos de memória. A voz do vocalista e toda a articulação da banda soa tão bem em CD como ao vivo.O seu trabalho revela uma notória evolução desde do seu primeiro CD até ao último, este intitulado por "The Fray". Este CD teve dois grandes singles, How to save a life e You found me. Mas os outros CD's foram concisos, um outro tema famoso será Over my head, neste tema ao vivo os espectadores estão ao rubro. Esta banda tem um conceito rock ligeiro, com algumas nuances. São bastante originais e criam algo sempre novo, são simples enquanto banda e bastante criativos com os CD's. Uma tour única, com uma óptima combinação de luzes, investiram mesmo numa boa luminosidade e sonoridade. O ecrã gigante funciona bem, e por vezes parece algo a três dimensões. A comunicação com o público é notória. A entrada da tour é simples, mas funciona bastante bem. os ecrãs gigantes parecem encurvados, são simplesmente óptimos. A única critica que poderei realizar será o facto de por vezes a batida de algumas músicas parecerem ter parecenças. Confesso que adorava assistir a um espectáculo destes senhores. Espero que façam um novo CD e seja um estrondo!