terça-feira, 26 de junho de 2012

LIVE: MDNA TOUR by Madonna

Madonna. Estádio da Cidade de Coimbra. 40 mil pessoas. Os três grandes ingredientes do maior espetáculo pop que passa este ano por terras Lusíadas. A exortação feita por Madonna é notória. O seu apelo, iniciado logo no ato de contrição por si proferido, choca os mais suscetíveis e impressiona os que se deslocaram à MDNA Tour para porem de lado alguns dos estigmas e dogmas caducos da sua religião.

A paz e toda uma linha de pensamento contra a descriminação é apresentada em temas como “Papa don’t preach” e “Express Yourself”, este já com um toque mais irónico, reiterando no final “She’s not me”. Nos seus interludes e backdrops viajamos pela sua carreira e  mais que isso pelo mundo inóspito e boçal em que nos encontramos.
Numa, talvez a melhor, versão acústica de “Like a Virgin” quebra qualquer puritanismo existente. Sim, estamos perante a Rainha e esta tem algo a dizer, mostra tatuado nas suas costas “No Fear”, mensagem que perpassa qualquer espetador.

Madonna com “Like a Prayer” dá voz aqueles que nunca a tiveram, e veja-se, infelizmente, que nunca a terão. É de notar o sumarento recheio do último álbum, MDNA, com temas como “I’m a sinner” e “I’m addicted”, que fazem jus ao que nos apresenta desde os tempos de “Vogue”, este com uma roupagem vintage a mostrar uma Madonna mais madura!
 
 
Exortação. Mensagem. Choque. Realidade. São estes os verdadeiros constituintes do sangue de Madonna. É isto que a move, faz ser única e “indestronável”. Bailarinos incansáveis, indumentárias aprimoradas e uma rebeldia apurada pelo passar dos anos, que agora, passada uma carreira de questionamento nos convida a pensar sobre a condição humana. “Human Nature” e “Justify my love” mais momentos de destaque inseridos num concerto todo ele de destaque. Encerra com "Celebration", o que de facto se celebra é a existência desta senhora!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

COMMENT: Elements of 4

Hoje, num modo invulgarmente coloquial, falo de uma figura colossal da indústria musical, Beyoncé Giselle Knowles e do seu Elements of 4. Munida de um fantástico aparelho vocal e de uma invulgar capacidade de entreter o público, remetendo somente para nomes como Michael Jackson e Tina Turner, surge num palco da cidade pertencente, em tempos idos, a Sinatra. O Roselland Ballroom acolhe o eficaz e sentimental enredo de Knowles, da sua história e da sua via de inspiração. Num nível superior aos insípidos concertos das suas colegas, mostra-nos toda uma capacidade de cantar e dançar, com o recheio da mais recente colheita de 2011, 4. Momentos como "Independet woman", "Love on Top", "Rather Die Young" e ainda "I was here" representam a maestria no ato de satisfazer o público ávido de um retorno à old school e jazz de New York City. Tudo isto não seria o mesmo sem a incontornável banda de Knowles e imagens pertencentes a um passado imaculado da memória de muitos. Num alinhamento suculento em hits, apresenta o caminho para o sucesso e reconhecimento global. Equiparável a Lauryn Hill, arriscou no seu último álbum e deliciou-nos com uma sonoridade vanguardista e batidas opulentes. Os Nova Iorquinos pareciam comungar daquele emanar de talento de Beyoncé. Será caso para dizer, que os entendo na perfeição!




Um Feliz 2012!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

COMMENT: MTV EMA'S 2011

De certo os Irlandeses esperariam uma grande noite musical, outrora não fora bem isso que se verificara. Lady Gaga e os seus conjugues fatos foram os grandes vencedores, arrecadaram 4 estatuetas. No domínio de prémios existiram poucas surpresas, Adele e Katy Pery venceram em algumas categorias e Queen receberam o Global Iconic Award.

Na abertura das hostilidades, Coldplay pisaram o palco, fazendo-se ouvir "Ever tear drop is a waterfall", numa energia já característica da banda de Chris Martin, foi um momento aprazível aos que se apresentaram na Odyssey Arena. A meu ver, Queen e Adam Lambert tiveram a atuação da noite, energia e musicalidade foi o que melhor a definiu, não estivessemos nós a falar da mítica banda de Freddie Mercury. Lady Gaga, estreando-se no palco dos EMA's, apresentou o seu mais recente tema "Marry the night", numa pictórica e espacial prestação, com ótimos vocais e passos dançáveis. Snow Patrol atuaram, atribuladamente, tendo como fundo The City Hall, foram cativantes! Red Hot Chili Peppers fizeram o que sabem fazer de melhor: aquecer a sala de um modo vibrante.

Mais uma edição dos EMA's decorreu, não igualando muitas das performances já feitas neste palco, como "Hung Up" de Madonna, "Sweet Dreams" de Beyoncé ou até "Human" dos The Killers.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

MTV VMA'S 11

Os Video Music Awards ocorreram na noite de 28 de Agosto, na cidade de Los Angeles, no mítico Nokia Theatre. Esta cerimónia há muito que se torna um pouco controversa, ainda assim as audiências tendem de ano para a ano a aumentar.

A gala tem abertura por o alter-ego masculino de Lady Gaga, Jo Calderone, com a recente balada "You and I". A actuação foi bem estruturada com uma excelente caracterização, mas penso que tenham existido partes exageradas. Confesso que esperava mais. Rapidamente Jay-z e o seu cupincha de longa data, Kanye West, que embarcam em breve numa tour que promete pisar todos os palcos internacionais, actuam o single "Otis". De certo a actuação aqueceu o Nokia Theatre, não só pela energia de ambos, mas também pelos efeitos de fogo usados. O melhor vídeo Pop diz respeito a britney Spears "Till the world ends".
Chris Brown aparece com uma indumentária branca pronto para sobrevoar a plateia, com complicadas acrobacias. Pouco cantou durante toda a actuação, foi competente não maravilhoso. Esta prestação recordou-me o "Glitter in the air" de Pink, e pensei como ela canta e "paira pelos ares" com perfeição!

Ne-yo e Pitbull, dois artistas que são conhecidos essencialmente pelos seus duetos, acturam num palco repleto de bailarinas. A meu ver, não acrescentaram grande substância à noite. Pareceu-me até uma performance confusa. Nada confusa foi a actuação da britânica Adele. Com a simplicidade que é típica de si e com uma voz que toca a alma de todos, delicia-nos com um "Someone like you", também ele singelo. Um momento de verdadeira música. Adorei! O melhor vídeo de Hip-hop pertence a Nicki Minaj.

O tão esperado tributo a Britney resume-se a uma compilação de danças da artista e a um pequeno discurso de Lady Gaga. Após isto, Britney tem nas suas mãos o Moonman do MJ Video Vanguard Award. Gaga e Spears juntam-se para introduzir a performance de Beyoncé. Beyoncé Knowles apresenta-se numas elegantes calças pretas e casaco cor-de-rosa. Pede ao público que se levante e testemunhe o amor que nasce dentro dela, era altura de ouvir "Love on Top". Com muita emoção e alegria, Knowles consegue animar toda a plateia e ter o momento apoteótico da noite. Sobe de tom 4 vezes e mostra porque muitos a consideram a artista da nossa geração. Bailarinos a rigor e óptimas coreografias foram ingredientes da simples e excelente apresentação de Beyoncé. Ainda existe tempo para deixar cair o microfone e apresentar a sua barriguinha de grávida! É verdade Beyoncé vai ser mãe!


Vários foram aqueles que agradeceram a entidades divinas aquando da recepção dos seus prémios. Katie Holmes entregou o Galardão, Video of the year a Katy Perry, por "Firework". O final aproximava-se, Tony Bennet pronuncia-se sobre Amy Winehouse e a sua incontestável voz da soul. Bruno Mars canta "Valerie", com uma voz bastante limitada pouco surpreendeu. Apreciei a sua banda e os passos de dança elaborados. Lil Wayne teve o privilégio de encerrar esta edição dos VMA's. Jessie J ainda que possua uma lesão na perna esquerda conseguiu estar extremamente bem durante toda a gala. Esta senhora tem uma grande voz, uma excelente aposta da MTV. Adele conseguiu arrecadar 3 prémios bem como Katy Perry. Este ano foi reinado pelas mulheres. Para o ano decerto que haverá mais!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

COMMENT: Edição 2011 - Optimus Alive

Na passada noite 6 de Julho, no Passeio Marítimo de Algés, sob o fundo azul do rio, os Coldplay deram um concerto memorável. Desde os seus mais primordiais tempos de "Yellow", Chris Martin sempre fora multifacetado, tocando no seu imponente piano e guitarra e ainda cantando de forma singela, ainda assim, impregnada de substância. Num excelente enredo, onde não faltaram os efeitos pirotécnicos, confetis e ainda uma óptima conbinação de luzes e lasers, a entrega do grupo inglês foi notória bem como a sua vibrante energia. Um alinhamento que poderia estar mais coeso, possuía um encore de desejar mais e mais da banda de Chris. Um público ávido de música, consegiu abrandar os seus nervosos pulmões, que desde cedo se faziam ouvir, seguia-se então a parte mais acústica da noite com direito a "Everything's not lost". Os temas habituais não faltaram como "The Scientist", "Clocks", “Viva la Vida” e um fantástico "Fix you". Os backdrops representam mais um ponto conseguido na estrutura de todo o concerto. Por fim, cai no recinto o tão recente single da banda "Every teardrop is a waterfall" criando a apoteóse total. Há muito que desejava ver esta banda mainstream de excelente musicalidade e competência. Restou, por fim, os desejos de muitos daqueles que assistiram ao concerto, que os Coldplay regressem a Terras Lusas num futuro próximo. Sinto-me em comunhão com esses mesmos desejos!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Grammy Awards 2011

Na passada noite de 13 de Fevereiro foi dado o alerta máximo para a zona de Los Angeles, esperavam-se rajadas de glamour altíssimas, naquela que foi a noite mais importante da indústria. Com uma verdadeira chuva de estrelas, Lady Gaga fez-se aparecer num ovo, Rihanna compareceu e Eminem também , não sabendo o que a noite o esperava.
Para um início vivo e ternurento, Aretha Franklin foi homenageada por grandes vozes actuais, destaco Aguilera pelo seu óptimo desempenho. Rapidamente Lady Gaga ocupa o palco, apresentando ao vivo o seu tão recente e polémico tema, "Born this away". Com uma indumentária singela e pouca energia deu uma boa performance. Gaga neste clima de controvérsia recebe adequadamente três prémios pelo seu visivel apreço à musica.
Seguem-se Muse que arrecadam o Grammy de Melhor Álbum Rock. A sua actuação foi simples, retirada da tour e não possui a meu ver grande essência nem efeitos. Bruno Mars, Janelle fazem algo competente com uma musicalidade agradável, no entanto não surpreendem. E chega o momento de Justin Bieber desgraçar a "grande noite" na companhia de Usher, apresentando algo sem qualidade alguma. Em modo de arejar as almas daqueles que assistiam á cerimónia chega-lhes um tributo a algém de peso, Dolly Parton.
Alguns prémios são entregues, e o Galardoão é entregue aos Arcade Fire, têm o Melhor Álbum do Ano! Num conceito vintage Bob Dylan actua juntamente com Mumford & Sons, uma performance estruturada e muito eloquente na sua mensagem, gostei muito de todo o efeito visual.
Rihanna recebe um prémio, embora os grandes vencedores tenham sido os Lady Antebellum com cinco, a sua actuação foi simples mas realmente eficaz. Katy Perry apresenta-se com grande efeito cénico embora que a nível sonoro tenha estado muito fraca. Esteve bem mas não foi excelente, gostei de ouvir Teenage Dream com um conceito muito apaziguado, faltando energia e captação do público. Cee Lo Green na companhia de Paltrow deu um verdadeiro espectáculo, com uma capacidade de entretenimento fora do comum, mostrando o seu talento e acima de tudo a sua inteligência. Rihanna com Eminem fazem o esperado sem sobressaltos e fazem-no bem. Pela primeira vez no palco dos Grammys Mick Jagger brilha com a euforia que já é própria de si e que se estende à plateia.
Para finalizar em apoteose total, Barbra Streisand um dos maiores fenomenos musicais de sempre, actua e todos a escutam com um enorme respeito. Talvez a cerimónia pudesse ser mais rica, faltaram alguns menbros influentes da enorme indústria musical. Termina deste modo uma tempestade de talentos em que a precipitação de prémios foi cumprida.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Turista


Primeira estreia do ano nas salas portuguesas, e que estreia! Num filme de Florian Henckel von Donnersmarck, duas grandes estrelas da sétima arte, Angelina Jolie e Johnny Depp, protagonizam uma história singular no grande ecrã. Frank Tupelo (Johnny Depp) é um turista que viaja por toda a Europa, em modo de esquecer o passado que o destroça. No comboio que o leva de Paris a Veneza conhece Elise Clifton-Ward (Angelina Jolie), uma elegante mulher que intencionalmente se cruza no seu caminho. Com a lindíssima cidade de Veneza como cenário, o romance entre os dois é inevitável, em simultâneo encontram-se envolvidos num trama policial que promete aquecer a história. Num ambiente misterioso e deslumbrante o filme promete bons momentos, contando ainda com algumas das tão conhecidas piadas de Johnny Depp, e a sensualidade irreverente de Jolie. Um filme bom para começar um ano que esperemos que seja também ele bom!

sábado, 11 de dezembro de 2010

TOUR: The Monster Ball Tour by Lady Gaga

Passou por Lisboa algo de um outro mundo, num espectáculo melancólico, com imagens pitorescas e ainda nuances de Madonna, Lady Gaga trouxe uma enorme produção musical e acima de tudo visual. É visível a sua completa indumentária pop e da qual não prescinde, se bem que adoro as suas baladas. Num ambiente de pura exaustão, a euforia foi o que mais se sentiu em todo aquele Pavilhão Atlântico. Ainda que com um enredo simples consegue criar algo seu. Um palco bem estruturado com uma catwalk e diversos elevadores, embora o ecrã gigante não tenha sido usado da melhor forma.

O intro simples mas assertivo, começa com "Dance in the dark", em que com um fato não muito original se apresenta em Terras Lusas com uma vontade e espírito notáveis. O conceito de lutar pela liberdade e de todos sermos especiais esteve bem patente durante todo o concerto. Seguindo-se "Glitter & Grease" em que no palco está um carro, que rapidamente é usado como piano no tão famoso "Just Dance", em que Gaga mostra alguns dos seus dotes vocais. Prossegue com "Beautiful, Dirty, Rich" em que os seus bailarinos têm oportunidade de brilhar com alguns passos de dança.


Com as vestes menos comuns, apresenta-se de novo a cantar "Fame", muitos não conhecem mas aproveitam para dançar. O interlude que se segue é trágico ainda que capte a atenção de todos. Será agora a vez de uma carruagem entrar em palco, em que Lay Gaga com um fato duvidador apresenta "Love Game", foi sem dúvida alguma um excelente momento, com figurinos a rigor. Passado "Money Honey", é servido em tom de compaixão "Telephone", música partilhada com Beyoncé, em que o público recebe estrondosamente o tema.

Começava agora a melhor parte do espectáculo para mim, iniciando uma outra divisão da história contada nesta Monster Ball. Surgindo do solo em cima de um piano e ainda enrolada numa bandeira portuguesa inicia "Speechless", para mim foi tão espectacular que é indiscritivel, uma musicalidade excelente, é de referir que o som estava bastante bom. O seu carinho pelos fãs é inquestionável, "You and I" a balada do novo álbum Born this way, é simplesmente única e com garra e ferocidade tocada no piano e cantada por Gaga, torna-a num momento sublime.

Descem dois ecrãs redondos sobre a catwalk e rapidamente sobem, aparecendo bem no alto a rainha da noite de ontem, ao som de "So happy i could die". "Monster", mais um momento dançável. "Teeth" é um momento de garra e que com pouco sentido, os aplausos são eminentes, Lady Gaga mostra que não veio para brincar, e com a sua voz potente anima os ânimos. "Alejandro", é a cereja no topo do bolo, em que não houve ninguém naquele Pavilhão que não esforçasse os seus pulmões por gritar, já dificultados de respirar o ar tão abafado que existia. Até fogo existiu no cimo de uma estátua. "Poker Face" era mais que esperado. "Paparazzi" muito bem enquadrado, o monstro que aparece é mágico e Gaga aparece num elevador onde as suas partes mais intimas deitam fogo, surpreendente!



Como final mais que espectacular, "Bad Romance" faz as delicias de todos, uma voz única ecoava no recinto, a de todos os fãs e da Mother Monster, num fato escultural canta e dança com uma energia excelente contagiando qualquer um. O final de mais um concerto de Gaga, em que com autenticidade e humildade nos apresenta algo muito coeso, com um set list organizado e encaixado com a história que se pretendia contar.

As comparações a Madonna são inevitáveis, em muito se parecia com a Rainha da Pop, mas com dois anos de carreira o que se viu ontem é de congratular! Espero voltar a ver esta senhora tão promissora, ainda mais matura e sem tanto de Madonna em tour.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Comer, Orar e Amar

Não poderia haver melhor regresso aos grandes ecrãs de Julia Roberts do que este. De forma singela e gradual conquista inevitavelmente o observador. Para além de um filme, é uma lição de valorização pessoal, busca pelo que nos realmente satisfaz... Esta é uma história verídica, em que Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna poderia um dia desejar – um marido, uma casa, uma carreira bem sucedida. Ainda assim sente-se perdida, confusa e em busca do que realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Liz procura auto-conhecimento pelo mundo fora. Nas suas viagens descobre o verdadeiro prazer da gastronomia em Itália; o poder da oração e ainda o rigor ascético na Índia, e por fim inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Irreverente, espirituosa e extremamente coloquial conta-nos detalhadamente esta aventura de fuga ao sonho americano! Por vezes ficamos encostados à nossa vida e vemos tudo passar, sem acordarmos pensamos no que realmente queremos para uma vida sem ser ignóbil mas sim o mais jucosa possível! Um dos melhores filmes que vi, ao nível do reflexivo onde Julia Roberts desprovida de manias e de forma pura faz um papel acima de espantoso!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MTV Unplugged: Alicia Keys


Este Unplugged foi realizado no ano de 2005, num momento em que a carreira de Alicia ia de vento em popa. Um concerto de influências jazz e soul. Num espaço decorado a rigor, em que o clássico estava eminente, e as pequenas subtilezas como o tapete fizeram dele um local indicado para tamanha musicalidade. Iniciando acapella, de forma simples e muito harmoniosa, passa rapidamente ao seu amigo de longa data, ao seu piano, cantando Karma onde mostra habilidades múltiplas, estando aqui o jazz patente de forma a animar todos os presentes. Os momentos agradáveis ao nosso complexo sistema auditivo são tantos, que seriam impossíveis de enumerar ou gradar. Continua com uma das minhas partes preferidas do concerto, Woman's Worth desde da voz, ao piano e passando pelas luzes não existe um ponto a apontar de errado, a harmonia da música é de uma tal ordem que todos a ouvem atenciosamente. Unbreakable momento de as palmas se fazerem ouvir fortemente. If I was your woman, traz calmaria por aqueles mares agitados devido à força vocal de Alicia. If i ain't got you chega de forma jocosa, sendo um momento emblemático onde se lembra da importância das mais singelas das coisas. Privilegiados aqueles que lá estiveram acompanharam incessantemente Keys. Outra boa parte é Diary, que em dueto com Jermaine Paul faz as delicias de todos, música que aborda o tema dos segredos de uma amizade, eles quase que interpretam o tema um para o outro. Os arranjos sempre bem estruturados e o set list bem feito. Fallin para o fim e não podia quase que terminar de melhor forma, a paixão de Alicia Keys é passada para a audiência e canta com força e garra de uma grande mulher que é! Acaba um concerto, que foi provavelmente dos melhores MTV Unplugged's de sempre. Grande artista que Alicia Keys se tornou, com um conjunto muito valorizado por mim, vi-a este ano e repetia tamanha experiência.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MTV VMAS 2010


Uma das ditas noites mais glamorosas do ramo musical, aconteceu ontem em Los Angeles. Para mim não passou de uma mera publicidade a artistas que têm os álbuns à venda. A música, como diz o ditado popular, "anda pelas horas da morte". Sinceramente esta foi uma noite desastrosa, que de música pouco ou nada haviam rastos. Lady Gaga foi a sumptuosidade de toda a gala, ganhando 8 Moonman's, batendo um recorde.É na minha perspectiva, inaceitável entregarem prémios consoante votos de adolescentes que entendem de drama, fama e gritos e não de música e espectáculo em si. A noite deu inicio com Eminem, que aprecio apenas a paixão e alma que demonstra ao cantar, acompanhado por Rihanna, mais uma das artistas que a qualidade foi levada pelo vento, não surpreendeu. Justin Bieber, não consigo entender toda a sua personagem, acho que não tem fundamentação absolutamente nenhuma, e não fez o mais importante: acrescentar algo ao panorama musical. Usher como usual com técnica tanto vocal como a nível de dança, deu um cheirinho de qualidade naquele Nokia Theater. Gostei da junção pouco pensada de Paramore, Bruno Mars e B.o.B. Florence deu uma amostra do que é, se bem que acho a sua voz um pouco irritante. Mas se tivesse de eleger uma actuação da noite seria a de Welch! Mary J. Blige sempre séria e elegante deu uma outra vertente à cerimónia com Drake, aqui a palavra música apareceu na minha mente. Ainda que a actuação seja da honra de Drake o brilho foi de Blige. Linkin Park mostram outro lado,o qual gostei muito mais alternativo com nuances rock e no final Kanye faz como que uma actuação a redimir-se. Em relação aos prémios, foram bem entregues e gostei que os Kings and Queens tivessem ganho, tal como a Florence, devido ao facto de toda a componente visual e vocal estarem estruturadas e coesas. Espero que Florence + The Machine tenha um futuro risonho. Lady Gaga mereceu, devido ao árduo trabalho, mas acho que precisa de mostrar mais. Espero que no próximo ano surja algo de inovador e que nos deixe empolgados, algo que neste ano foi impensável. Foi uma gala calma e previsível!

domingo, 29 de agosto de 2010

Salt


Este é o grande último trabalho da maravilhosa Angelina Jolie, sempre elegante e com um olhar extremamente sedutor e profundo. Jolie interpreta uma agente da CIA, Evelyn Salt, que antes de entrar na companhia jura servir e honrar o seu país, EUA. Mas para provar a sua lealdade, Salt terá que fugir de um desertor russo que a acusa de ser uma espia de outro país. Para isso Salt utiliza sua experiência e habilidade de espionagem para infiltrar e fugir dos seus inimigos e ainda de colegas da agência, para proteger o seu querido marido, que acaba morto pelos russos. Muiitas são as intrigas e surpresas que farão do filme até um ambiente de pura reflexão! Este é um filme que desafia a mente humana, um filme repleto de acção e merecedor de prémios do mundo cinematográfico. Se tiverem oportunidade...


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Saw Jogos Mortais VI


O agente especial Strahm está morto, e o detective Hoffman (Costas Mandylor) emerge como o novo sucessor do legado de Jigsaw (Tobin Bell). No entanto, quando o FBI chega perto de descobrir a verdade, ele é forçado a estabelecer um novo jogo mortal, onde o grande esquema de Jigsaw finalmente será entendido. Toda a sucessão de Jogos Mortais tomam sentido e ficamos elucidados ao verdadeiro porquê de todos os esquemas, havendo enormes revelações. Aqui Jill (Betsy Russell, ex-mulher de Jigsaw) toma mais carácter enquanto personagem e tenta entrar no jogo tal como lhe fora pedido por seu ex-marido. O filme inicia-se forte com uma actriz vinda do programa da MTV Sream Queens. No global é um excelente filme de terror, com seguimento e partes de ficar arrepiado ou até aterrorizado, como não podia deixar de ser! Não deixem de o ir ver!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TOUR: Nothin' But Love World Tour Whitney Houston


A última tour de Whitney Houston deu-se este ano para infelicidade de muitos. Esta senhora, teve em tempos e hoje nem tanto, uma das vozes mais poderosas de todo o sempre. Este conjunto de espectáculos poder-se-á afirmar que funcionou como um adeus de Whitney aos palcos internacionais. Rússia, Ásia, Austrália e Europa foram os tão privilegiados locais por onde a equipa de Houston passou. Aqui falarei mais sobre o set list (foram diferentes nos diferentes locais) da Europa, que arranca com um vídeo e se segue para "For the Lovers", aqui por entre luzes se apresenta ao público, e com ela bailarinos aperaltados mostram os seus dotes recebendo assim uma merecida ovação. A energia sempre presente, mais no inicio do concerto do que o final. O set list continua incansável, com luzes e todo o componente visual concebido de forma o mais glamorosa possível. "My love is your love", uma música de dança conhecida mundialmente, onde Whitney mostra alguns passos de dança e afinada ainda extende umas boas notas. Esta música é das minhas preferidas, adoro tanto a melodia como a letra. "A Song For You" foi a música escolhida para homenagear o Rei Michael Jackson. Este é um tema que toca profundamente, uma excelente balada cantada praticamente "acapella". Com outro fato de traços exóticos, aparece no útil ecrã que tem na parte de trás do palco, ao som de "I Love the Lord", cantando com o seu maravilhoso coro. Chegando a vez do público se pronunciar, acompanha de forma incansável Whitney em "I will dance with somebody", musica de reconhecimento de Houston. Segue-se o tão famoso tema do " The Body Guard", "I will always love you", sendo na minha opinião o tema mais complexo desta cantora para o seu aparelho vocal, tendo casualmente desafinos, extremamente indesejáveis. Mas acho que tenta o seu melhor e quando não o atinge fica extremamente triste consigo própria. Com o significado desta balada alguns fãs não o perdoam, o que a meu ver está errado. No encore ficamos com o single do último cd ("I look to you"), "Million Dollar Bill", onde com garra se despede do público. Em excelente estado fisico, pula e com pena diz um sentido adeus e obrigada aos seus acompanhantes de muito tempo. A tour está bem estruturada, a nivel cénico ficou razoável, adorei a diversidade de figurinos que existem neste espectáculo. Já o palco podia ter sido melhor, mas gostei do novo conceito do ecrâ e das escadas nem tanto, tiveram mais efeito visual que funcional. Acho que a Whitney é uma excelente artista ainda que com estes ligeiros problemas, adoraria ter podido assistir a um dos seus espectáculos!


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Noite e Dia


Nesta comédia de acção realizada por James Mangold, Tom Cruise é um agente secreto enviado numa missão supostamente também ela secreta, que nunca foi suposta terminar e Cameron Diaz é uma mulher apanhada desprevenida entre o agente e aqueles que ele afirma terem-lhe armado uma enorme cilada. Tudo gira à volta de uma suposta pilha com capacidades estonteantes de fornecimento de energia a uma cidade inteira. À medida que a sua aventura mundial irrompe num labirinto de encruzilhadas, por ilhas diversas e ainda outras tantas cidades europeias, falsas identidades e fugas impossíveis, acabam por chegar à conclusão de que só podem contar um com o outro. Este é na minha opinião um excelente filme, envolto de uma aura de comédia e de acção, e que sinceramente me fez pensar na sua mensagem, no acreditar e ter força. Boa estreia nos nossos solos!
P.S.:Parece que o a tradução está incorrecta, mas o knigt provém do verdadeiro nome de Roy Miller e que devido à sua óbvia bipolaridade de ser amistoso ou um rambo, lhe atribuiram Noite e Dia, é como que uma metáfora.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Scissor Sisters: Fire with fire

Saiu bem à pouco o single que vem promover o tão esperado novo trabalho desta famosa e espectacular banda Scissor Sisters, o álbum Night Work. Este é um tema com uma mensagem bastante forte e única. Eu acho que este vídeo foi conseguido e a melodia é fantástica, assim como toda a componente visual do mesmo. Trabalhos como este são dos que mais são precisos!


domingo, 20 de junho de 2010

Sexo e a Cidade 2


Antes de mais, aconselho vivamente a verem esta obra singular de cinematografia. Com um conjunto de figurinos arrojado, onde se gastaram uns avultados milhões de euros, com cenários deslumbrantes e um óptimo guião de Michael Patrick, estes são de certeza 140 minutos bem aproveitados numa singela sala de cinema. Com um guarda-roupa mudado, onde o vintage é uma constante, faz deste filme um ambiente eminente de sumptuosidade. Dois anos depois dos acontecimentos de Sexo e a Cidade, que culminaram com o casamento de Carrie (Sarah Jessica Parker) com Big (Chris Noth), as quatro amigas encontram-se novamente numa verdadeira encruzilhada: Carrie acha que o seu casamento estagnou, Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) estão a dar em doidas com os filhos e Samantha (Kim Catrall) ingere tudo o que pode para recuperar a juventude, afirmando que as hormonas a renovam por completo. A solução passa por uma viagem de luxo, só das quatro amigas, a Abu Dhabi, local onde o mais impossível parece concretizar-se. Entre artimanhas das quatro cúmplices, cenas de sexo da Samantha, crises neuróticas tanto da Carrie como da Charlotte, Miranda fazia um programa da viagem detalhado. Muito acontece e o riso está despertado durante toda esta longa - metragem. Quem regressa ao universo de Sexo e a Cidade é John Corbett, que tera sido o grande amor de Carrie nas temporadas de 2001 e 2002 da série televisiva, e reencontra-o em Abu Dhabi, o que promete colocar em risco o seu casamento com Big. Um filme digno de se ver, com uma excelente qualidade e onde os pormenores reinaram, atribuindo-se desta forma ao filme uma designação de faustoso e brilhante.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ex-mulher procura-se


Com argumento de Sarah Throp, este é mais um dos filmes que podemos considerar na lista dos previsíveis, ainda que cómico. Milo Boyd, interpretado pelo gracioso Gerard Butler tem como profissão ser bounty hunter, ou seja, deve capturar fugitivos à lei em troca de uma recompensa monetária avoltada. Um dia, a sua missão é encontrar e prender a repórter Nicole Hurley (Jennifer Aniston), que em tempos tera sido sua ex-mulher... Quando ele pensava que não haveria tarefa mais fácil e interessante, Nicole diz-lhe que está a seguir um importante caso de homicídio, e então Milo percebe que as coisas não vão ser bem como ele tinha planeado e a sua tarefa ter-se-ia dificultado. A relação de ambos continua na mesma, até ao momento em que têm de se unir se quiserem viver... A melhor mensagem que reti foi a das voltas que a vida dá, e que por vezes encontramos aquele ou aquela de que na verdade nunca esquecemos e sempre nso ocupou o coração e mente. Com um elenco deste, pensava que o filme fosse ainda melhor e que fugisse daquilo que designamos por rotina, se tiver opurtunidade...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Rock in Rio - 3º DIA


Este terceiro dia da cidade do rock para ser perfeito só faltaria banda canadiana Sum 41 estar presente.
Para abrir as hostilidades (verdadeiramente) tivemos a mais conceituada banda de rock portuguesa, Xutos e Pontapés. Sempre com uma energia contagiante e muito própria arrebataram o Rock in Rio. Adorei ouvir os seus hits, que todos tinham na ponta da língua não devido à ocasião, mas já é quase que uma questão de cultura musical. Adorei a À minha maneira, momento singular da música portuguesa. Foi um concerto digamos assim, digno de Rock in Rio, sem momentos mortos.
Chegam os Snow Patrol, que invadem o parque da Bela Vista com uma aura de alegria e boa música. Para eu ser sincero, foi o meu concerto preferido nesta edição do RIR. Uma óptima entrada, seguida de um notório contacto com a audiência, prova é quando desce do palco criando assim o êxtase total. Shut your eyes, momento em que recebem uma tremenda ovação, e diga-se de passagem que foi merecida. Esta banda do Reino Unido é excepcional, capaz de realizar música fenomenal. Gostei das luzes que reinaram o Palco da Bela Vista, enquadravam-se bem. A voz do vocalista é óptima e o contacto foi implacável, até a Lisboa foi dedicada uma música. Outro momento sublime foi Run. Foi um estrondo de actuação e como alguém disse "Se estivesse lá tinha-me arrepiado", e é mesmo verdade! É ainda de referir a óptima intervenção de Rita Red Shoes.
Por último chegam á cidade do Rock os grandiosos Muse, sempre extravagantes e prontos a mais um concerto. Na minha opinião estiveram ligeiramente afastados do público a comparar com outras ocasiões que pisaram terras portuguesas. Contudo a versão deste concerto foi bem estruturada e deliciaram todos com os seus singles, tais como Uprising, The time is running out, Resistance. Sempre com energia e uma boa conbinação de luzes deixam o público ao rubro. Terminam com uma música que aprecio muito, a Knights of Cydonia. Estes momentos foram verdadeiros prodígios.
Termina assim mais um dia do Festival Português mais conceituado, mas amanha há mais (mas para as crianças)!

domingo, 23 de maio de 2010

Rock in Rio - 2º Dia


Aconteceu ontem o segundo dia do festival do Parque da Bela Vista com grandes nomes da música internacional.

Para começar temos João Pedro Pais, que com um bom contacto dá o seu melhor e mostra a sua voz.
O segundo artista a subir ao Palco Mundo é Leona Lewis. Sempre simples, bonita e sensual deu um concerto com muita energia, e sinceramente ultrapassou as minhas expectativas. Sempre com uma voz harmoniosa e capaz de ir aos mais agudos arrepiou todos. Com uma banda á altura de sua tamanha presença, não deixou ninguém descansar. Cantou os seus êxitos, tal como Happy do seu mais recente álbum e Bleeding Love que extasiou todos os presentes. Concluo que foi uma boa estreia em terras lusitanas.
Elton John sobe ao palco para deliciar todos e todas, com os seus grandes hinos, como Rocket Man, Crocodile Rock. Foi um concerto de música de qualidade e é isso que precisamos, adorei os figurinos, e com energia e presença deixou certamente todos ao rubro. Até momentos cómicos se encontraram neste concerto, como quando se pôs em cima do seu lindíssimo piano. A interacção notória e as melodias de topo.
Para relembrar os bons velhos tempos, chegaram os Trovante. Sempre com uma energia positiva e a nível de banda sempre activos. Vieram dar ao público aquilo que não era dado a algum tempo. Luís Represas e banda estavam deliciados com o público que se encontrava perante deles.